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Economia

Consumidores apostam em portabilidade como solução para reduzir juros de financiamentos

Bruno Tenório Broker

Quem lembra da última pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), que apontou um percentual de 55% dos brasileiros enquadrados como consumidores em transição?

O levantamento mostrou que os hábitos de consumo consciente dessas pessoas, ainda está aquém do desejado. No entanto, quando o assunto é endividamento por desemprego ou juros altos, o indivíduo muitas vezes procura soluções rápidas para limpar o nome, negativado.

No caso da compra de um imóvel, a busca pelas melhores condições de pagamento, incluindo juros mais baixos e taxas menos abusivas é um dos desafios de quem deseja adquirir um imóvel por financiamento.

O que se tem notado esse ano, é que os juros mais baixos ajudou a incentivar a portabilidade do financiamento imobiliário no País. O número de dívidas transferidas entre bancos cresceu 96% em 2018, segundo dados da startup Melhortaxa.

Pela regra da portabilidade de crédito, regulamentada pelo Banco Central do Brasil, o consumidor tem o direito de migrar a dívida de um banco para outro com o objetivo de buscar juros mais baixos, sem custos adicionais. O saldo devedor e o prazo continuam os mesmos.

De acordo com o corretor de imóveis Ricardo Moura, que trabalha há cinco anos com imóveis na capital alagoana, a decisão de migrar ou não a dívida de uma instituição financeira para outra deve se basear na análise e comparação das condições ofertadas por cada empresa.

Foto: Ricardo Moura durante entrevista em seu escritório na Cláviz Imóveis

” Antes de mais nada, o consumidor deve verificar se há cobrança adicional, como taxas e seguros de contratação, assim, os juros podem até ser menores, mas as demais cobranças acabam fazendo a transferência não valer a pena”, alertou.

Para facilitar a transição, o consultor salientou a importância solicitar aos bancos uma prévia do Custo Efetivo Total dessa operação, que é um documento que descreve os valores a serem considerados de juros, seguros e todas as demais taxas que se tenha, como por exemplo, o Imposto sobre Operações Financeiras.

O especialista explica ainda, que só a demonstração de interesse em realizar a portabilidade do financiamento imobiliário faz com que o banco detentor do financiamento faça uma contraproposta com novas condições abrindo portas para negociação.

Para se ter uma ideia, as movimentações de portabilidade imobiliária alcançaram em 2018 mais de R$ 5,06 bilhões, um crescimento médio de 8,6% ao mês, um número explicado pelo momento de recuperação econômica, em que é difícil manter o orçamento em dia.

“Quem investiu em imóvel, antes da crise, agora pode estar enfrentando alguma dificuldade para pagar as parcelas, por isso optam por condições mais baixas de juros”, finalizou Ricardo.

 

PORTABILIDADE X RENEGOCIAÇÃO

O consumidor deve saber a diferença, entre portabilidade e renegociação: na portabilidade, o saldo devedor e o prazo são iguais, mas o juro é menor; Deve observar no Custo Efetivo Total (CET), e não apenas na taxa de juros nominal cobrada entre os bancos. Pedir por escrito a proposta do banco para avaliar se ela é mesmo vantajosa.

O consumidor não é obrigado a contratar produtos e serviços do banco para migrar sua dívida (a venda casada é proibida); Pode ser interessante pedir uma contraproposta do banco onde foi gerada a dívida.

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