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Economia

Aplicar economias em investimentos pode reduzir parcelas na compra de imóvel

Bruno Tenório Broker

Organizar as finanças promove condições de converter as economias feitas em valores a serem guardados. A finalidade de formar essa reserva é, principalmente, ter uma quantia com a qual contar, ao lidar com as despesas ligadas à compra da casa ou do apartamento.

Note que, juntar uma soma significativa depende, em grande parte, das duas providências:

Estabeleça uma meta de poupança

Visualizar atentamente seu planejamento mensal permitirá enxergar as quantias possíveis de serem economizadas. Esse valor deve servir de base para estabelecer sua meta de poupança, a ser encarada como verdadeiro compromisso financeiro com a compra do futuro imóvel.

Estipulada tal soma, separe-a sempre das demais, antes mesmo de começar a saldar as obrigações rotineiras — com contas, prestações e outras despesas recorrentes. Desse modo, você preserva suas economias e evita que elas se misturarem aos valores destinados a pagamentos e compras.  

Aplique seu dinheiro

É indispensável escolher um investimento no qual seja possível manter as economias devidamente resguardadas. Para os mais conservadores, uma das opções é a Caderneta de Poupança, por seu alto grau de segurança, confiabilidade e o fato de ser isenta da cobrança de Imposto de Renda.

Mais uma alternativa nessa linha fica por conta do Tesouro Direto, que paga rendimentos, geralmente, maiores do que o da Poupança. Quanto às garantias dessa aplicação, assemelham-se às da Caderneta, já no quesito rentabilidade, tendem a ser investimentos mais vantajosos.

Em relação à taxação, sobre os títulos incide o Imposto de Renda, além de taxas de administração, cobradas pelas instituições financeiras. Há mais uma taxa, paga à Bolsa, como contrapartida pela guarda e movimentação dos ativos.

Vale destacar que, quanto maior for o valor reunido para ofertar como entrada pela aquisição do seu próximo imóvel, mais em conta sairão os juros do crédito imobiliário e consequentemente as parcelas. Portanto, vale estabelecer uma boa quantia — e atingir esse valor — ao planejar a meta de poupança para comprar a casa ou o apartamento.

Separe dinheiro para custos de transação

Ao se programar para arcar com os custos da compra do seu imóvel, é imprescindível incluir as despesas acessórias à aquisição nas suas contas. Esses gastos estão relacionados ao pagamento de impostos, taxas e outros valores ocasionados pela transmissão da propriedade.

Conheça as principais taxas e os impostos comumente associados à aquisição imobiliária, listados daqui para a frente.

Imposto Sobre Transmissão de Bens Imóveis

Esse tributo municipal, comumente denominado ITBI, é um dos encargos financeiros de responsabilidade do comprador. Seu custo varia de acordo com a localidade na qual está situado o bem, girando em torno de 2% a 5% do preço da propriedade negociada.

Registro de compra de imóvel

O registro da compra do imóvel, feito em cartório, serve para comprovar a propriedade sobre o bem adquirido. O valor cobrado por esse ato cartorial segue uma tabela fixa, que varia conforme o Estado do país e a faixa de preço do imóvel negociado.

Escritura pública

Toda negociação de imóvel realizada entre duas pessoas físicas ou jurídicas demanda fazer lavrar uma escritura pública.  A exceção a essa regra fica por conta das transações envolvendo imóveis financiados pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH), para os quais não é necessário providenciar a escritura pública.

Nesse caso, o contrato tem efeito igual ao da escritura, sendo cobrado por ele em torno de 1% do valor do imóvel.

Certidões negativas de débitos do comprador

Em caso de solicitação de financiamento do imóvel, deve ser apresentada uma série de certidões e comprovantes. Reunir essa papelada requer pagar pelas certidões negativas, documentos que atestam a inexistência de dívidas e protestos inscritos em seu nome — ou no do seu cônjuge.  

Como pagar?

Entender quais são as formas de pagamento disponíveis para concretizar a aquisição imobiliária faz parte de planejar bem a compra. Isso porque é preciso identificar qual meio de pagamento se configura o mais adequado ao seu perfil, e condiz melhor com a sua programação financeira.

Prossiga a leitura, descubra as formas de pagar pelo imóvel, e conheça as principais características de cada modalidade de aquisição.

1- À vista

Ter o valor suficiente para pagar de uma só vez pelo imóvel, na maioria das vezes, produz maior poder de negociação. Esse ganho se traduz, não raro, em conseguir abatimento no valor do bem, e na oferta de outras condições diferenciadas para a aquisição, benefícios e tanto a considerar.

2- Financiamento imobiliário

Tanto bancos públicos, como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, operam linhas de crédito imobiliário. Os bancos privados são mais entidades que oferecem financiamentos específicos para compra de imóveis, com prazos de quitação de até 35 anos.

Em se tratando aos valores financiados por essas entidades, ficam em torno de 70 a 80% do preço do bem.

 3 – Utilização do FGTS

A utilização do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) está entre os meios de se pagar — parcial ou integralmente — por um imóvel.  Entretanto, não basta ter saldo no Fundo para poder solicitar esse valor, já que é preciso satisfazer a mais condições.

Entre elas, não possuir outra propriedade registrada no nome do adquirente, o que torna o uso do Fundo na aquisição restrito aos que buscam iniciar a formação de patrimônio. Além disso, é exigido, para liberação dos seus recursos, contar, no mínimo, com três anos de trabalho sob o regime do FGTS. Residir ou trabalhar na mesma região onde se localiza o imóvel a ser comprado é mais um dos pré-requisitos ligados ao emprego da quantia depositada na conta.

4 – Consórcio

Aderir a um consórcio de imóveis é uma forma de comprar o bem parcelado, mas praticamente pelo seu preço à vista. Ao valor das prestações são acrescidas taxas administrativas e correções monetárias, porém não há incidência de juros.

A diferença entre esse tipo de compra e a contratação de um financiamento, consiste, basicamente, no fato de a contemplação por consórcio não ser imediata à adesão.

No caso do consórcio, é preciso ter atenção ao prazo de término do grupo, pois ele equivale ao tempo máximo de espera para obtenção da carta de crédito a ser usada na compra do imóvel.

Importante ressaltar que, se você decidir participar de um consórcio, poderá antecipar parcelas em formas de lances, a serem ofertados nas reuniões do grupo , e realizar a compra antes da data-limite estabelecida para a contemplação.

Ainda, os recursos do FGTS, caso você satisfaça os requisitos para sua utilização, podem ser destinados a liquidar saldo, oferecer lance, complementar ou abater parcelas dos consórcios imobiliários.

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Bruno Tenório Broker

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